24 de fev. de 2013

Feliz é quem não sente, porque sentir é desesperar-se. É rasgar-se por dentro. Virar pó. Como diria a música "o preço que se paga às vezes é alto demais". E eu seria capaz de amar qualquer cafajeste que me ligasse às 3 da manhã, completamente bêbado e lembrando de mim como última opção. Porque qualquer coisa é melhor que esse silêncio. Meu celular toca, é um amigo. Respiro fundo. Me pergunta se estou bem e não sei responder. Digo "e você"? Ele nem repara que não respondi a pergunta. Monólogo. Finjo que presto atenção enquanto desligo a mente. Marcamos alguma coisa. Dez minutos depois eu já esqueci qual era o horário. Outro amigo me chama pra sair, fico calada. Não sei se vou. Deixo apenas o domingo livre. Escolho as pessoas que me sinto bem e marco alguma coisa para sábado. Preciso do sorriso dos meus amigos. Esquecer a raiva que estou sentindo. Ainda citando músicas "seria mais fácil fazer como todo mundo faz". Ás vezes penso que é um candidato em potencial e logo estou frustrada. É a mesma sensação de estar terminando um quebra cabeça e faltar uma peça. É ridículo. Ninguém consegue acompanhar meus passos. Minha amiga diz que é medo. Que homem tem medo de mulher madura, completa, segura demais... Ela diz que preciso fingir que preciso deles. Eu dou gargalhadas na cara dela. Sou mulher de escolhas. Se estou com um homem é porque escolhi estar com ele, assim como posso escolher não estar mais. Liberdade de escolha. Me falaram dela quando era pequena e desde então tenho a usado. Sou diferente e não, não estou bem.

(Priscila Katiane - http://furmigona.blogspot.com.br/)